segunda-feira, 7 de setembro de 2015

SENTIMENTOS DE UM ALGUÉM VII



Capitulo 7
É impressionante como tudo pode mudar em tão pouco tempo, há uns meses atrás me via loucamente apaixonada pela Sophia, mas hoje percebo que só esse sentimento não basta.
A Verônica me dizia que ela era uma péssima companhia, que aquela cara de boa moça era apenas uma farsa, porém a paixão é cega e não deixa ver esses pequenos detalhes.
Se eu soubesse disso até aquele dia....

13 de novembro de 2008
Era aniversário da pequena cidade onde vivíamos todos os moradores já estavam preparando uma pequena comemoração. Sempre odiei festas, mas a Verônica insistiu e hoje estou aqui me sentindo uma total idiota com esse vestido verde que é tão brilhante, que parece até um pisca-pisca.
Olharam-me assustados, acho que nunca haviam me visto daquela forma tão arrumadinha, pode parecer idiota da minha parte, mas nunca liguei para essas coisas, sempre fui muito desprovida de beleza e até evitava olhar muito no espelho. Tenho certeza que estava ridícula naqueles trajes.
Fiquei um tempo parada observando a movimentação e não dei conta quando uma deusa parou em minha frente, quase tive um troço. A Sophia estava magnifica, vestia um vestido preto que modelava todo o seu corpo, olhou-me de cima a baixo parecia me analisar. Aquele momento parecia uma eternidade, até que foi quebrado quando a Verônica chegou, assim que me viu veio em minha direção, me cumprimentou educadamente, no entanto, apenas falou um singelo oi para a Sophia, essa por sua vez nem respondeu. O clima parecia pesado, mas não durou muito tempo, pois ela saiu de lá, deixando-me ao lado de uma Verônica extremamente irritada.
- Aquela sua amiguinha é idiota, não sei como foi se apaixonar por um ser tão sem graça desses, pelo amor de Deus amiga. Com certeza existem seres melhores no mundo.
- Ah Vê, não sei o que acontece comigo, quando estou ao lado dela parece que o mundo para, só existe eu e ela naquele momento, mas nunca será minha. Nessa historia de amor só um é capaz de amar, e essa posição foi dada pra mim.
- Ai Mary larga de ser boba, vai viver sua vida. A Sophia não merece um pingo do sentimento que você sente por ela. Já te disse que precisa encontrar alguém legal, não uma fulaninha insuportável que só pensa em si mesma.
- Queria tanto que ela sentisse o mesmo por mim, mas cada vez mais sinto fria comigo, parece que algo mudou na nossa amizade só não sei ainda o que.
- Lógico que mudou amiga, ou você acha que as coisas permaneceriam pra sempre do mesmo jeito? Se toca, vou te dar uns conselhos aproveita se quiser tá, se arrume mais, tente conhecer novas pessoas e se conhecer alguém especial não pense duas vezes, fique com ela. Pois, essa sem sal nunca será capaz de te amar.
Depois das duras criticas que recebi, andamos um pouco pela pracinha, percebi que todos olhavam em direção a Vê, pareciam comê-la com os olhos. Porém, ela não estava nem ai, algo me dizia que hoje seria o dia mais difícil da minha vida e foi...
Sophia
Meu dia estava insuportável, parece que a senhorita mandona resolveu tirar a manhã para me irritar. Obrigou-me a levantar da cama, pior que ainda era de madrugada. Levantei possessa de raiva, pra piorar teria que me apresentar na festa da cidade, faria uma peça e depois cantaria uma música ridícula do tempo em que o cuspe ainda não havia sido inventado.
- SOPHIAAAA..... Já disse pra levantar logo dessa cama, vamos cadê você. Não criei filha no mundo pra ser sem vergonha e preguiçosa, vai já arrumar essa casa que está uma bagunça.

- Mas que saco mãe, nem em pleno sábado posso descansar assim não aguento. Quer arrumar uma emprega que arrume, mas não venha colocar pressão em cima de mim.
- Está muita atrevida viu, não faz nada e ainda está cansada ai já é demais. Só te digo uma coisa fedelha, vou na casa da sua avó, se eu chegar aqui e essa casa não estiver um brinco eu quebro essa sua carinha. Está me ouvindo?
- Sim.
- Eu não ouvir direito, fala mais alto sua imbecil.
- SIM MÃE, EU VOU ARRUMAR A CASA!
- Muito bem está melhor, mas fique sabendo que se eu achar um pingo de pó nesses móveis, juro que faço limpá-los com a língua.
- AFFFFS....
- O que você disse?
Nada mãe, eu não disse absolutamente nada.
- É bom mesmo.
* * * * * *
Depois dessa pequena discussão com a mamãe fui fazer o que me pediu, terminei já era hora do almoço. Estava exausta, mesmo assim precisava descansar para ‘’ a grande noite’’ que de grande não tinha nada.
Odiava aquele povo, mas precisava manter os bons modos, pois precisava conquistar o filho do prefeito que chegava de viagem essa semana. Sim, eu terminei com o safado do Renato depois de 2 anos de namoro, agora com 13 percebo o quão fui burra em me apaixonar por um sujeitinho ridículo desses, ainda por cima mentiroso.
Sim, ele era mentiroso. Enganou-me esse tempo todo dizendo que fazia faculdade de Medicina, ainda por cima descobri que não tem onde cair morto. Era só o que me faltava, ter mais um pobretão para a minha vida.
Não nasci pra ser qualquer uma, sou capaz de tudo para conseguir chegar onde almejo.
  Infelizmente ainda sou menor de idade, não poderei dar o golpe do baú por enquanto, mas com certeza saberei esperar o momento certo e ai sim darei o bote.
Um tempo antes da festa...
- SOPHIAAAA!
- Oi mamãe, ainda estou me arrumando espera um porquinho só.
- Não acredito que ainda não esteja pronta, assim chegaremos atrasada sua irresponsável.
- Já estou pronta, só estava terminando de me maquiar.
- Espero que não esteja armando uma, sei bem que você não presta.
E foi assim que a senhora mandona saiu pela porta sem ao menos esperar, ficamos em silêncio o caminho inteiro. A cidade estava toda iluminada, a pesar de pequena tinha seu charme, embora, as pessoas fossem cafonas e chatas.
Avistei de longe uma cena meio inusitada, a aguada da Maria estava perdida no meio da multidão. Uma cena não muito comum, já que a mesma odeia esse tipo de coisa. Mas até que a idiota não estava tão feia, diria até que estava apresentável.
Mas o que eu estou pensando, essa ridícula está parecendo uma árvore de natal com este vestido verde. Enfim, segui em sua direção queria dar uma conferida de fato na ilustre pessoa a minha frente.
A me ver ficou imóvel, tadinha, além de aguada é lerda também. Só que não custa nada manter a cordialidade, pelo menos por hoje.
- Oi Maria.
- Oi So..Sophia.
- Está muito bonita, mas não esperava te ver hoje por aqui.
- É que...
Não deu tempo dela terminar a frase, um ser desprezível acabou com toda a minha paciência. Sinceramente odiava essa garota, além de sonsa, roubou-me a única amiga que tinha.
Não, não. Ela nunca foi minha amiga, pelo contrário me deixou sozinha quando mais precisei, tenho certeza absoluta que não era a favor do meu namoro com o Renato, pois ela o queria.
Falsa, nojenta.  Você vai ser a primeira a me pagar.
Sai daquele local de cobras e fui em direção ao meu alvo. E ele era Henrique, filho do prefeito da cidade, quem eu desejava encontrar.
- Henrique há quanto tempo.
- ô minha querida, vejo que a cada dia fica mais linda.
- Impressão sua querido, estou da mesma forma de antes.
- Claro que não minha linda, você nunca teve perfil de criança, o seu corpo parece de gente mais velha. Quem te vê, diz ter mais de 18, lembro-me anos atrás quando desfilamos fantasiados de príncipe e princesa. Você estava magnifica, e olha que ainda erámos fedelhos.
- Nossa, nem sei como ainda se lembra disso, tinha 7 anos na época e você 13. Faz muito tempo!
- Não faz tanto tempo assim, sabe que sempre te achei a mais bela da cidade não é?
- A Rique não precisa exagerar, não sou tudo isso.
- É sim, se não fosse tão novinha te pedia em namoro.
- Essa não é uma boa desculpa, já que namorei sério por mais de 2 anos.
- Sei disso Sophia, mesmo assim sou maior de idade, tenho 19 daqui a pouco faço 20 e mesmo assim a idade será um fator em desvantagem no nosso relacionamento.
- Quando gostamos de alguém Rique, a idade se torna a menor das coisas. E eu gosto de você, não era nem pra estar falando isso, mas sempre tive um sentimento além da amizade por você.
- Nossa gatinha, não sei nem o que falar.
- Não precisa falar apenas fazer.
E foi assim que dei um beijo de cinema nesse engomadinho metido a besta, de longe foi o pior beijo da minha vida. E pensar que terei que aturar esse cretino por algum tempo, affs nem quero gastar meus neurônios antes do tempo.
 Maria
Estava andando com a Verônica há um tempão, foi quando paramos pra comer na barraquinha do seu João.
- Amiga, por favor, não olha agora.
- Por que vê, o que está acontecendo?
Foi inevitável não olhar para aquela cena, as lágrimas saiam descontroladas pela minha face. Doeu tanto, parecia que uma parte de mim havia morrido aos poucos. O amor da minha vida nos braços de um alguém que não era eu, todos os meus planos foram por água abaixo.
A Verônica me vendo naquela situação, tratou logo de me tirar dali. Chorei como se não houvesse amanhã, com certeza nada mais seria como era antes. Eu não permitiria e realmente não permiti.

Minha maior ilusão!
De nada valeram tantas promessas já não somos uma só, nunca fomos e você sabia disso. Você sabia de tudo, mas não me impediu e eu fiquei só.
Quando eu mais precisei, você virou as costas. Acho que poderia ser bem menos doloroso, no entanto, era a penas o começo.
Não existem regras para amar, nosso amor seguiu uma versão oposta, talvez outro caminho sem saída, ou um atalho para a solidão.
Não escutei aqueles que queriam meu bem e hoje recolho todo mal vindo das escolhas que fiz.
Não precisa ser para sempre...
Eu queria a penas um pouco de você...
Talvez um pouco, ou tudo de você!!!
Mas não adianta ter lágrimas ao vento. Elas nunca serão suficientes para sua ambição.
Eu e o meu amor nunca seriam suficientes para você; percebo tarde demais. As frutas podres precisam cair, pois, tudo que estraga precisa ser jogado fora, assim como VOCÊ e o meu AMOR, no qual não me levam a nada.
Desejei um infinito de rosas, mas a única que eu queria murchou e morreu. Os espinhos ainda me feriram, mas não tanto quanto a sua traição.
Maryya






SENTIMENTOS DE UM ALGUÉM VI



CAPITULO 6 

MEU PONTO FRACO 

Queria fugir, mas não consegui. Você roubou tudo de mim e hoje estou sem nada, você sempre pensou mais em você, seu egoísmo te dominou e te transformou. Pergunto-me porque fez isso, mas não tenho respostas.
Será que um dia pensou o quanto me deixou aos prantos? Será que chorou e sofreu todas as vezes que me arrastei por você?
Acredito que não!
A sua vida é pequena demais para pensar nos outros, suas mentiras acabaram com você, será que não vê?
-Será que não vê que já destruiu tudo de bom em mim?
Você é idiota, mesmo assim ainda gosto de você, acho que gosto de sofrer.
Sou a luz que ainda precisa te guiar!
Presa na escuridão pediu a minha ajuda, pena que eu já estava longe e agora é tarde demais. Terá que seguir sozinha, assim como segui sem você.
Eu sei que não é tão fácil assim, no entanto, nossos erros transforma tudo e ele me transformou.
Sua ambição era seu ponto fraco, e o meu ainda era você.
Você consegue sugar tudo de bom nas pessoas, eles se prendem e não conseguem sair.
Já vi muitas lágrimas, já consolei e também já precisei de ajuda para sobreviver, porém, você sempre aparecia e me deixava mal de novo.
Morri diversas vezes, até conseguir entender a sua falsidade. As pessoas se apaixonam por ilusões, e você com certeza sempre será a minha maior ilusão.

SENTIMENTOS DE UM ALGUÉM V



CAPITULO 5
Sempre tive problemas para expressar meus sentimentos, minha mãe ao invés de palavras doces vivia me recriminando o tempo inteiro, dizia que eu era um estorvo para a vida dela e que só dava decepções. Meu pai ao contrário dela me amparava quando eu mais precisava.
Tudo mudou quando disse que estava namorando, ele ficou irreconhecível, não olhava mais nos meus olhos, a Senhorita mandona só sabia dizer o quão era a maior decepção da vida dela. O Renato meu namorado não entendia a implicância que eles tinham em relação a nós, mas o tempo foi passando e as coisas amenizaram um pouco.
Vivi sempre de incertezas, metade das garotas do colégio me odiava, Maria me dizia que era inveja, mas isso me afetava demais. E chegou um ponto que já não aguentava tudo aquilo, queria desistir de tudo, sei que pode parecer covarde da minha parte, no entanto, só Deus sabe o que sofria todos os dias.
Senti minha amiga afastada de mim nos últimos meses, não éramos mais as mesmas de antes. Ela mesma já havia emagrecido muito, estava irreconhecível, começou a andar com uma zinha chamada Verônica, não pude negar que estava irritada com essa amizade delas, sempre fui meio possessiva com as coisas que me pertenciam, na verdade entendi isso como uma traição.
No fundo todos sabiam que eu invejava a Mah, tinha uma família que amava e davam de tudo para ela. Sempre foi a queridinha de todos, era doce na medida certa, sempre fomos as melhores da turma, fazíamos tudo juntas. Ela não era muito bonita, mas hoje em dia está bem melhor que antes.
O que mais adorava nela era suas loucuras, sua sensibilidade às vezes me irritava, já briguei com vários idiotas por causa dela, mas parece que ela nunca percebia isso, sei que pode parecer estranho, porém em tantos anos de amizade nunca fomos de abraços ou qualquer coisa relacionada a carinho em público.
Na verdade eu sabia que ela não gostava muito dessas coisas, pelo menos era isso que acreditava. Até vê-la agarrada com aquela muquirana falsa, me deu um ódio infernal, as duas só andavam pra cima e pra baixo pareciam intimas demais.                
Minha vida parecia um inferno, meu namoro ia de mal a pior, principalmente quando me confessou que queria fazer amor comigo. Surtei na hora é claro, ele sabia que sou menor de idade, pensei que fosse me esperar quando estivesse pronta, no entanto, cuspiu essas palavras na minha cara.
Disse-me que era homem e não aguentava esperar muito, aquilo só piorou a situação, pois ele já devia saber que não sedo nada de mim sobre pressão. Nossa relação estava cada vez mais insustentável e os beijos se tornaram escassos, cedendo espaço para as discussões.
A pesar de toda distância a Maria parece que resolveu lembrar-se de mim, embora que um pouco distante, mas foi puxando conversa. Até que perguntou na lata o que estava acontecendo comigo, contei exatamente tudo não escondi nada.
A expressão dela mudou de angelical para de ódio, ainda não sei por que ela reagiu tão mal assim. Tenho certeza absoluta, que ficou dessa forma, pois demorei a me abrir, porém ela não pode cobrar nada de mim, pois enquanto ela se divertia com as novas amiguinhas eu sofria calada.
O Renato voltou a me pressionar novamente, só que dessa vez resolvi dar um basta nessa relação. Ele nem ligou, pegou a moto dele e foi para casa, aquilo me matou por dento, porém, tinha que se manter forte.
Pensei que suportaria isso tudo, mas não aguentei e desabei, precisava chorar nada e nem ninguém naquele momento impediria isso. Enfim, fui dormir já era bem tarde e quase perdi o horário para pegar o ônibus, minha cara estava péssima e a Mah que não era boba logo percebeu.
Foi inevitável não contar tudo para ela, ao invés dos outros dias dessa vez falou um monte de coisas, falou e ainda disse que ele não era a pessoa certa para mim, era um babaca que só queria se aproveitar das menininhas virgens indefesas.
Fiquei perplexa, nunca havia a visto daquela forma, a pesar de concordar com algumas coisas eu o amava e não iria permitir que ela continuasse com aquilo e realmente não deixei, brigamos feio nesse dia, ficamos vários dias sem nos falarmos, essa só seria a primeira dentre várias discussões.
Cheguei transtornada em casa, só que para a minha surpresa o safado estava me esperando. Não sei com que cara ele ainda olhava nos meus olhos, mas resolvi escutar o que de tão importante tinha pra me dizer.
Começou com aquele papo de ser homem e suas necessidades internas, aquilo me deu um ódio terrível, mas me pediu desculpas e disse que esperaria meu tempo e assim foi durante dois anos.
            Verônica e a Maria eram inseparáveis, aquilo de certa forma abalou o que ainda existia entre eu e a Mah, de amizade se transformou em ódio, eu não suportava ter que conviver com ela, odiava a sua voz infantil, tudo nela era repugnante.
A bebezinha ainda conseguiu ganhar uma medalha de melhor aluna da primeira unidade, aquilo realmente foi à gota d’água.  Eu queria arrancar de todas as formas aquele título dela, batê-la e dizer o quanto ela era uma prepotente estúpida.
Minha mãe me humilhou na frente de todos, disse que eu era desprezível, que nem a porcaria de um título conseguia ganhar. E Mah que não era nada, conseguiu isso num piscar de olhos. Aquilo atiçou ainda mais minha raiva, prometi para mim mesma que não deixaria ninguém pisar em mim.
Toda vez que a sonsa tentava chegar perto de mim, dava um jeito de sair pela tangente. Quem ela pensa que é, sei que acha que sou como ela, tadinha tenho até pena dela, um ser tão insignificante, pode ter ganhado essa droga, mas uma coisa ela nunca vai ter e isso se chama BELEZA.
 Os meninos babavam por mim, seriam capazes de qualquer coisa era só estalar os dedos. Eles seriam bem importantes para o meu planinho quase que diabólico.
Tudo estava entrando nos eixos, havia ganhado todos os prêmios desde então, aquela maldita ainda veio me parabenizar pelas conquistas, acho é graça. Não poderia deixar barato tal afronta, e tratei de deixar bem claro quem era a melhor em tudo.
Vi ela se afastar, mas algumas verdades precisam ser ditas e essas eu tinha o maior prazer em dizê-las. Queria dizer tudo o que pensava sobre ela, mas ainda não era o momento, eu precisava pensar uma maneira ‘’meiga’’ de dizer, claro que no sentido péssimo da palavra.